Corrosão em Liga de Alumínio 2024-T3 Soldada pelo Processo Friction Stir Welding

Título da Tese: 
Corrosão em Liga de Alumínio 2024-T3 Soldada pelo Processo Friction Stir Welding
Autor: 
Adilson Silvestre de Aguiar
Área de Concentração: 
Engenharia Aeronáutica
Turma: 
PEE17
Ano da Defesa: 
2013
Data de Defesa: 
12/12/2013
Orientador Principal: 
Clovis Tadeu Antunes Moreira
Resumo: 

Foi feito um estudo comparativo para determinar a suscetibilidade à corrosão da liga de alumínio 2024-T3 soldada com a tecnologia Friction Stir Welding. Para isso foram extraídas amostras de duas placas unidas por junta de topo em regiões que representavam o núcleo da solda e o seu metal base. A caracterização das amostras evidenciou as mudanças microestruturais caracterizada pelo refino de grão na região de ação direta da ferramenta. Na região termicamente afetada a interferência na microestrutura original foi bastante reduzida. Os resultados da análise química mostraram teores dos elementos químicos dentro dos valores previstos na norma SAE AMS-QQ-A-250/4A, (SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS, 2007). Não foi observada significativa variação na composição química na solda, evidenciando a eficiência no processo de mistura. Os ensaios de corrosão foram realizados usando-se a técnica de polarização potenciodinâmica cíclica conforme estabelece a norma ASTM G 61-86. Foram obtidas curvas da variação do potencial pelo logaritmo da densidade de corrente e por meio do método de extrapolação das retas de Tafel foi possível obter o potencial de corrosão e a densidade de corrente de corrosão. Adicionalmente foi feito um estudo sobre a corrosão nesta liga em longos períodos. Neste caso alguns cdps foram mantidos em solução 0,1 M de NaCl e o efeito do ataque ao metal foi observado no microscópio metalográfico. Foi observada a ocorrência de corrosão por pites e corrosão no contorno de grão em praticamente todas as amostras sendo que os ataques mais agressivos aconteciam na região do núcleo da solda. Em alguns corpos de prova que continham o núcleo da solda e parte do metal base sofreram corrosão concentrada nesta primeira região. Os resultados obtidos evidenciaram uma maior suscetibilidade à corrosão na região da solda em relação ao metal base dos corpos de prova.